Domingo, Novembro 22, 2009

Aconselhas-me a deixar de beber e a não fumar mais. Mas eu só te bebo a ti e fumo-te os sinais... Será que somos anormais?

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Ofendi-te.
Sei que fui rude demais.
Mas os teus comentários fatais
Fizeram-me sentir estúpida.
Interpretei-te
Como a um desafio
Em que gosto de ganhar
Usando a estratégia certa.
Mas agora a realidade
Caiu em cima de mim
E afinal não haverá cetim que me perdoe
Serei sempre a estranha
A criança, a desumana
Serei sempre rosto de outro homem.
E assim me ignoras.
Nas noites em que o frio me desperta.
E assim me teletransportas
Para um novo ritmo
Uma nova Primavera...
E um coração de outono como o meu
Sente o calor de um dia melhor
E pensa em usar mais sol mas já é tarde
Dizendo a verdade
É melhor ficarmos onde estamos...

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Dançamos este tango de palavras e conceitos e eu penso em coisas que não devo. Corpos juntos, amores confusões, conclusões sem hipóteses. E na minha metodologia era eu que te possuia. Não somos visto nesse teu gabinete no rés-do-chão que toca no tecto de Deus e ninguém passa por lá. Somos únicos se me deixassem dizer-te o que penso e o que preciso e não o que é possível.
Cometo um erro de raciocínio, um momento de silêncio, percebo que és feito de saudades e fidelidade, não te poderei transformar num simples fado da traição.
Assim terminamos uma conversa onde o som foi vácuo perante o bater interrupto do meu corpo que lateja no desejo pelo teu. Somos humanos e erramos, pensamos ao mesmo tempo.
Nossas mãos quase tocaram e os meus sentidos deliraram... Que me fizeste tu? Mudas assim os astros na minha noite sem me deixares dizer nada? Quem és tu que me confundes as palavras que me arrebats com a profundidade dos teus olhos, que me diz maldades com o charme de um galã de Hollywood?
E saio da sala como se tivessemos tomado um café e fossemos simples amigos e sorriu. Meu rosto no escuro da noite, nos candeeiros que alumiam o meu percurso, muda de cor meu olhar e nada mais é igual.
Sei que fui eu que me magoei sozinha. Para ti foi uma orientação como outra qualquer, como um doce que se dá à criança. A criança era eu, senhor professor...

Terça-feira, Novembro 10, 2009


Não me deites no teu corpo


Esquece-me em qualquer caixote do lixo


Estou com saudades de não ser precisa


De ser inútil e versátil como uma pena


Servir para festas e agasalhos


Ter sorrisos e orvalhos




Sou meditação de monge budista


Que em Tibete sonha ser artista


De teatro, cinema ou revista


Já que na internet a leveza não se mete




E as pessoas em mentiras descartáveis


Como pensos higiénicos


Com dedos calcados pelas marcas


E as roupas pelas lojas e traças


Vamos la sair daqui e ser felizes.




Hoje ouvi Samuel Úria e chorei... já faz muito tempo que não ouvia poesia.


Obrigado Samuel, sejas quem fores...

Foto de R

Segunda-feira, Outubro 26, 2009


É bom ter-te em mim. É bom.

Ás vezes, desejo outro, outros, mas quando tu estás sei que é perfeito. Sem defeito.

E isso, o meu amor não paga nem chora.
Neste abraço , amo-te.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Tomei decisões importantes e por causa de umas p$tas não ando com a minha vida para a frente... É f#dido!


Somos mais do que dois pois estes quilos não mingam e trazem algo mais, esta gordura de ternura faz-nos parecer iguais. Somos dois e somos um, somos tudo e nenhum somos triste e alegre, somos raposa e lebre... Somos um pouco mais...

Terça-feira, Setembro 01, 2009

This time baby I’ll be bulletproof

E assim ela caminhou sem perceber metade das coisas que estavam a acontecer. E o corpo magoado e esfaqueado aguentou com todas as privações que estavam a rodear a sua mente e corpo.
Ele já a tinha espancado tantas vezes que o corpo calejado estava já cheio de marcas anteriores a este espancamento. Desta vez, ela perguntou a si mesma se realmente queria continuar com aquela situação indefinidamente.
O telefone tocou e ele atendeu. Nesse instante, ela levantou-se do chão e saiu por fora com a pouca roupa que tinha vestida. Chegou ao piso de baixo e tocou na campainha do número 128. Abriram a porta e sorriram. Sabiam que ela viria um dia.
Quando ela entrou encaminharam-na para um quarto e despiram-na. Levaram-na ao colo para a banheira cheia de água quente e sais. Depois de relaxar e deixar as lágrimas com a água a sair pelo ralo, a porta tocou e ela assustou-se. Aquele abraço forte fê-la saber que estava protegida.
Levaram-na para o quarto e deixaram-na em cima da cama. Ela adormeceu, mas antes, ainda teve tempo de ouvir ossos partidos e gritos dele. Adormeceu. Desta vez ela estava à prova de bala. Á prova de tudo.